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quinta-feira, 18 de março de 2010

AS DUAS FACES DO TSUNAMI

As ondas normais, geradas pelo vento, nunca se deslocam a mais de 100 quilômetros por hora e, em geral, são muito mais lentas. “Os tsunamis, por outro lado”, diz o livro Tsunami!, “podem se deslocar com a rapidez dum jato comercial, a impressionantes 800 quilômetros por hora ou mais nas águas profundas duma bacia oceânica”. Mas apesar da velocidade, eles não são perigosos em águas profundas. Por que não?

Primeiro, porque em mar aberto cada onda em geral tem menos de três metros de altura e, segundo, porque a crista de uma onda às vezes fica a centenas de quilômetros da crista da próxima, resultando numa ondulação suave. Assim, os tsunamis podem passar debaixo de navios sem sequer serem notados. O comandante de um navio ancorado ao largo da costa de uma das ilhas havaianas nem percebeu que um tsunami passara por ele até que viu ondas enormes arrebentando na praia. Uma regra de segurança para os navios no mar é ficarem em águas com pelo menos 100 braças (180 metros) de profundidade.

O tsunami mostra sua outra face quando chega a águas rasas ao se aproximar de terra firme. Ali, a fricção com o leito oceânico faz a onda perder velocidade, mas não por igual. A parte de trás está sempre em águas mais profundas do que a parte da frente e por isso se desloca mais rápido. Com isso, a onda se comprime: à medida que a sua velocidade diminui, a altura aumenta. Enquanto isso, as ondas que vêm atrás na série de ondas alcançam as primeiras, amontoando-se com elas.

No estágio final, o tsunami talvez arrebente na costa como um vagalhão ou como um paredão de água, mas o mais comum é ele assumir a forma de uma inundação semelhante à maré, que sobe rápido e bem acima no nível da maré alta. Sabe-se de casos em que a água subiu mais de 50 metros acima do nível normal do mar e carregou detritos, peixes e até pedaços de coral centenas de metros terra adentro, destruindo tudo no caminho.

Nem sempre o primeiro sinal da aproximação de um tsunami é o surgimento de uma onda crescente que se dirige rapidamente para a praia, e isso engana a muitos. Pode ocorrer exatamente o oposto: uma maré incomumente baixa que seca praias, baías e portos e deixa peixes se debatendo na areia ou no lodo. O que determina a aparência inicial do tsunami é que parte da onda atinge a praia primeiro: a crista ou a cava (depressão).

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