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segunda-feira, 22 de março de 2010

ALGUNS TÊM, OUTROS NÃO

Portanto, embora exista muita água doce no mundo, sua distribuição é desigual. Este é o primeiro dos grandes problemas. Por exemplo, segundo cálculos de cientistas, a Ásia tem 36% da água que enche os lagos e rios do mundo, mas esse continente abriga 60% da população mundial. Em contraste, o rio Amazonas contém 15% das águas fluviais do mundo, mas apenas 0,4% da população mundial vive suficientemente perto para utilizá-las. Também desigual é a distribuição de chuvas. Há regiões da Terra permanentemente secas; outras, embora não sejam sempre secas, sofrem estiagens periódicas.

Muitos especialistas acreditam que os humanos podem causar certas mudanças no clima, que afetam as chuvas. O desmatamento, o cultivo e pastejo excessivos desnudam a terra. Alguns argumentam que isso faz o solo refletir mais luz solar para a atmosfera. Resultado: o ar esquenta, as nuvens se dispersam e as chuvas diminuem.

O solo desnudo pode também diminuir as chuvas, pois boa parte da chuva que cai sobre as florestas é de água que se evaporou da própria vegetação — das folhas das árvores e da vegetação rasteira. Ou seja, a vegetação age como enorme esponja que absorve e retém a água das chuvas. A remoção das árvores e da vegetação rasteira diminui a disponibilidade de água para formar nuvens de chuva.

Exatamente até que ponto as ações humanas afetam as chuvas ainda é um tema polêmico; é preciso mais pesquisas. Mas, uma coisa é certa: a escassez de água é ampla. Já ameaça a economia e a saúde de 80 países, alerta o Banco Mundial. E já são 40% dos habitantes da Terra — mais de dois bilhões de pessoas — que vivem sem água limpa nem saneamento.

Diante da escassez de água, as nações ricas em geral usam seus recursos para evitar o pior. Constroem represas, empregam cara tecnologia para reciclagem da água, ou até mesmo dessalinizam a água do mar. As nações pobres não têm tais opções. Muitas delas precisam escolher entre racionar a água limpa, que pode inibir o progresso e a produção de alimentos, e reutilizar água não-tratada, que resulta na propagação de doenças. Como a procura de água aumenta em toda a parte, o futuro parece bem sombrio.

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